1985-86
Em 1985, os episódios de Chaves restantes continuaram na mesma ordem da lista de 84. As mudanças foram as seguintes: o episódio da escolinha "Aritmética ou geometria?" entrou entre "Se solicita mesero" e "Filme de terror". E depois do episódio do terno do tio Jacinto, entraram "Nasce uma bisavó", "UTPJ" e "O bilhete de loteria" - e a seqüência voltava normalmente para o episódio das carambolas. Pelas minhas contas, contando com os quatro episódios de Natal (que só eram exibidos nessa época e não na seqüência durante o ano), Chaves ficou com 78 episódios em 1985 (eram 79 capítulos em 1984, depois saíram cinco e entraram quatro histórias).
Já os 24 episódios que sobraram de Chapolin continuaram sendo exibidos na mesma ordem.
1986 - Mais episódios... Ao contrário, menos episódios
Neste ano, sumiram 12 episódios de Chaves. São eles:
Curto-circuito
O tecido do Seu Barriga
O bilhete de loteria
UTPJ
Nasce uma bisavó
Seu Madruga pintor - parte 2
Nem todos os bons negócios são negócios da China - parte 1
Pasteizinhos
Ladrões / Seu Madruga carpinteiro
Se solicita mesero
A falta de água - parte 2 (2ª versão)
Um banho para o Chaves (1ª versão, com Quico e Seu madruga)
E apenas um estreou: Violando tocão, digo, Tocando violão!
Já em Chapolin, tivemos mais duas baixas:
Chespirito garçom / O verniz invisibilizador
Cleópatra
O Polegar Vermelho, portanto, adentrou 1986 completamente desfalcado, com apenas 22 episódios repetidos à exaustão. Mas a emissora parecia nem se importar. Em determinada semana deste ano, aconteceu algo inusitado: Chapolin foi exibido todos os dias, até nos dias do Chaves, no lugar dele.
A dança dos episódios que acontece até hoje com os desenhos do Chaves é uma velha mania da emissora desde os velhos tempos. Certo dia, o episódio da catapora, que sempre passava depois de "Roupa suja", foi "pulado", ou seja, passou o episódio dos insetos. A ordem seguiu com o frango da Dona Clotilde e só depois dele é que voltou o da catapora. E foi aí, depois dessa confusão, que entrou o então inédito do violão. Bem, depois disso não houve mais confusão: a nova ordem ficou assim até o fim do ano. No Chapolin, não houve alteração nenhuma.
Troca na ordem de exibição, sumiço de episódios, aparecimento de novos, tudo sem prévio aviso: sempre foi assim a realidade até dos mais velhos chavesmaníacos.
E foi nesse clima de imprevistos e surpresas desagradáveis ou não que, antes de uma exibição do episódio das carambolas, foi exibida uma abertura diferente, feita pela própria emissora com cenas do episódio a ser exibido, sob a narração de Marcelo Gastaldi: "Ele é um garoto travesso..." e blá-blá-blá. Aí aparecia a palavra CHAVES na cor verde.
Pra vocês terem uma noção de como eram essas raríssimas aberturas de 86, acessem o vídeo no YouTube postado pelo nosso amigo Eduardo Rodrigues nos comentários da postagem anterior. O vídeo mostra esse mesmo estilo de abertura (cenas do episódio a ser exibido + apresentação narrada pelo Gastaldi) para o episódio "Peruca de Sansão", um dos mais queridos de Chapolin pelos fãs.
O que acontece é que essas aberturas foram feitas com pouquississíssimos episódios. No Chapolin, também aconteceu com "O Planeta Vênus" (1ª versão). E a palavra CHAPOLIN aparecia em vermelho.
A partir deste ano também, o episódio de ano-novo passou a ser exibido apenas uma vez por ano, depois da seqüência de Natal.
Escrito por Gustavo Berriel às 22h55
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Chaves de um sucesso

Foi ainda na infância, na década de 1980, que o jornalista Pablo Kaschner assistiu pela primeira vez na TV aos episódios das séries mexicanas Chaves e Chapolin. De lá pra cá, a diversão de criança virou monografia da faculdade de Rádio e TV e, pouco tempo depois, transformou-se em livro: Chaves de um sucesso, que chega às livrarias pela Editora Senac Rio. Os fãs brasileiros, conhecidos como "chavesmaníacos", e os dubladores da versão nacional serviram como importante fonte de consulta.
Sem a intenção de ser um representante do revival dos anos 1980, o autor teve a idéia de escrever sobre seriados quando percebeu que poderia conciliar em sua monografia um assunto de que gostasse muito e que fugisse um pouco dos moldes acadêmicos. Inicialmente, a tese de faculdade abordava apenas as peripécias do Chaves e sua turma. Para concluir o livro, Pablo não podia deixar de fora um outro sucesso: Chapolin.
O autor procura apontar as razões e os segredos do sucesso incontestável de Chaves e Chapolin na TV brasileira. As séries foram criadas no México, no início da década de 1970, e são exibidas no Brasil desde 1984 pelo SBT. Mesmo com inúmeras alterações de horário e reprises, há sempre um público novo descobrindo as aventuras engraçadas e seus personagens atrapalhados. Isso sem deixar de mencionar os adultos saudosistas e os fãs de todas as idades.
Outro destaque de Chaves de um sucesso é o capítulo dedicado aos dubladores brasileiros, que desenvolveram papéis importantes nas séries ao criarem vozes marcantes para os atores mexicanos. Esses profissionais são sempre convidados para os encontros dos "chavesmaníacos", os fiéis fãs dos programas que organizam eventos para assistir aos episódios antigos, relembrar os melhores momentos e trocar informações sobre os personagens.
236 páginas, R$ 29,00 – Editora Senac Rio
LANÇAMENTO
Dia: 09 de março, sexta-feira, às 17h.
Local: Fnac do BarraShopping – Rio de Janeiro (Av. das Américas, 4.666 loja B 101/114 – Barra da Tijuca).

Escrito por Gustavo Berriel às 02h28
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