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BB - Blog do Berry
 


Dos quatro primeiros episódios, "Cachorrinho Satanás" foi o mais fiel ao enredo original que inspirou a animação. O ponto forte foi a dublagem de Helena Samara, que dominou o episódio, já que a Bruxa protagoniza a história. Fico imaginando o quanto o desenho, que já não tem Nelson Machado pro Quico, perderia sem a voz da Helena.

Faço questão de ressaltar, com orgulho, que é graças ao Fã-Clube CHESPIRITO-Brasil, ou seja, graças aos fãs, que a Helena Samara está dublando o desenho, pois foi através do abaixo-assinado pelas vozes dos dubladores originais que ela ficou sabendo que outra dubladora já tinha sido escolhida para o papel. Dias antes de a dublagem começar, Helena entrou em contato com a Álamo e conseguiu garantir o dela. Ela é uma das pioneiras da dublagem nacional e está mais que na ativa hoje. Além de dublar a atriz Angelines Fernández nos DVDs e a Dona Clotilde no desenho, atua em produções recentes das quais falaremos depois. Vai ter Helena Samara até no cinema!

Agora sim, nos desenhos é que a Helena teve a oportunidade de fazer uma autêntica bruxa, que surge na imaginação das crianças invocando o SATANÁS com aquela voz bem macabra, fora as risadas malignas... Aliás, exatas 30 são as vezes em que Clotilde cita o nome bizarro de seu cão. Na Rede Record, este episódio se tornaria perdido rapidinho.

• Às vezes esses desenhistas se empolgam demais. Tem uma hora em que o Quico sai de cena dando uma cambalhota pra frente, seguida de uma pirueta direto pra sua casa.

Chaves/Tatá: "Alto lá, Dragão Infernal! Sou o trastezinho valente que vai salvar a princesinha encantada!"

• A Bruxa do 71 também invoca o Cebolinha e, depois da primeira aparição do mexicano de bicicleta, Helena solta um "Seu MADLUGA".

Seu Madruga chegando na vila em posse do fujão Satanás: "Vem, cachorrinho, pra você matar as paixões dessa santa senhorita!" CHANFLE!!! O que a Dona Clotilde vai fazer com o pobre animal (eu falo do cãozinho)? Pela cara de pavor do bichinho, melhor nem imaginar...

• O ARROTO de Helena Samara. Atenção total ao finalzinho da cena em que o Madruga entrega o Satanás à Bruxa, depois que ela agradece e lhe pede uma caixinha de papelão que sirva de berço ao bichano. Após dizer "Obrigada.", Madruga responde "De nada..." e aí... O "arroto" acontece! Fechem os olhos e ouçam. O negócio é tão sério que o Seu Madruga se treme todo.


VOLTAMOS A APRESENTAR: Show da Lucy

O Show da Lucy foi um dos seriados mais metidos... digo, exibidos pela TVS. Passava de segunda a sábado, de 1981 a 87, quando, no segundo semestre, começou a ser exibido três vezes por semana até que saiu do ar em março de 88. Como já disse antes, os episódios da Lucy vinham premiados com as risadas mais antigas possíveis ouvidas em Chaves, como a dos episódios do Seu Madruga leiteiro, Seu Madruga sapateiro (primeira versão) e o das lagartixas, três episódios-cobaias para a dublagem Maga. E quem disse que também não tinha dublador de Chaves no Show da Lucy? A voz do professor Girafales é ouvida na boca de um chefe de construção em certo episódio da Lucy. E não era Potiguara Lopes (primeiro dublador do Prof. Girafales) não, era o Osmirão mesmo!

Mas o Show da Lucy tinha risadas próprias também, que jamais foram usadas em Chaves; assim como as mais clássicas risadas de Chaves nunca apareceram na Lucy.

É, pensando bem (que milagre!), parar, sentar e escrever tudo isso tá sendo mais legal do que eu imaginava. Dá gosto revirar o velho baú (no meu caso, o velho barril) para relembrar coisas do arco da velha (o que seria o arco da velha?) Enfim... Seguindo uma linha cronológica, é hora de falar de 1984, o tão famoso ano da estréia de Chaves no Brasil. Vamos parar com a idéia de que 1984 é o ano mais antigo do calendário cristão. O mundo não começou em 84. Foi só o Chaves. Ora, vamos, 84 foi ontem! Ou vai continuar insinuando que nós, os alegres seres da geração 80, somos velhos?

Bem, mas disso falaremos depois. Agora vamos ver se conseguem tirar as minhas botas.



Escrito por Gustavo Berriel às 04h20
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Senta que lá vem história!

Obs.: Acho que essa letra, maior, facilita a leitura... Não? Qual que fica melhor? (parece pergunta de oftalmologista)

 

Novo episódio do quadro "Túnel do Tempo"

 

Alguns filmes apresentados na TVS também marcaram época, como Um Lobisomem Americano em Londres, no qual Nelson Machado dublava o amigo do lobisomem; Expresso do Horror (com Peter Cushing e Christopher Lee), presença garantida na madrugada da emissora (pelo menos de dois em dois meses!) – neste filme, Osmiro Campos fazia a voz do inspetor Mirov, interpretado pelo espanhol Julio Pena (1912-1972); Rock do Terror, no qual Gastaldi dublou o protagonista; e, claro, o rodadíssimo Alligator, o Crocodilo Gigante, com todos esses dubladores citados. Clássica a cena em que o caçador que chega na cidade para matar a fera acaba sendo engolido pelo bichão com carabina e tudo! Era o ator Henry Silva, dublado pelo Osmirão.

 

A Maga atendia uma ordem de Silvio Santos que era a de adaptar TUDO, absolutamente tudo, para o “universo brasileiro”. Isso ficou claro principalmente nos filmes e em alguns seriados. No Show da Lucy, temos muitos exemplos. O comediante Gale Gordon (1906-1995) fazia o papel do chefe rabugento de Lucy, “Mr. Mooney”, que a dublagem chamou de “Seu Mota”. Certa vez, Seu Mota e Lucy competiram num show e Seu Mota soltou: “Ganhar da Dona Lucy vai ser fácil, é a mesma coisa que uma competição de Silvio Santos contra Pedro de Lara”. Num outro episódio, a amiga de Lucy diz a ela: “Seu namorado parece o Pedro de Lara com aquele cabelão horrível!”. Já no episódio em que aparece a cantora Ethel Merman (1908-1984), a versão Maga anuncia, na hora do show: “A grande cantora Ethel Merman, que ficou conhecida no Programa Silvio Santos!”.

 

Curiosamente, as canções do Show da Lucy não foram dubladas, ficaram no som original mesmo, à exceção de uma única. E por falar em música, a Maga já usava aquelas famosas músicas de fundo, feitas por Mário Lúcio de Freitas, no Show da Lucy, no Snoopy e em várias outras produções. E as ainda mais famosas risadas gravadas (as mais antigas e toscas possíveis) já eram usadas no Show da Lucy também! E outra curiosidade: num episódio chamado “Lucy vai para a construção”, podemos ouvir Osmiro Campos, que fez a voz do chefe da construção.




Escrito por Gustavo Berriel às 04h46
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Comentando o episódio dos churruminos...

• Será que a escolinha onde trabalha o professor Girafales é a única em todo o México? Pelo menos é o que indica o curto e grosso letreiro em sua fachada: "ESCOLA".

• Não vejo razão para o Chaves tremer de medo só porque o professor Girafales está dando uma aula de ciências naturais. Ou será que o desenho animado é tão moderno que tem até ar condicionado na sala?

• Prof. Girafales: "Vamos começar estudando os animais."; Chaves: "Tá falando de você, Nhonho!"; Nhonho: "Ah! O quê!?"; Professor: "NADA!" Nada!?!?

Godines: "Ué, e não é o QUE EU-QUE EU tô dizendo" - reparem bem que o Marconato fala duas vezes o "que eu". Num primeiro momento, pensei que fosse "Ué, e não é o que QUE eu tô dizendo", mas ouvindo bem, é "o QUE EU-QUE EU tô dizendo". Parece que foi erro de edição, ele deve ter gravado essa fala duas vezes e, na hora de montar, o técnico cometeu esse deslize. Ou o Marconato gaguejou?  É pena que o Godinzinho seja um personagem criado para ter poucas aparições e falas, porque gostei muito dessa voz do Marconato.

• Vamos à FONDA... Os desenhistas são tão bons que até os figurantes estão bem feitos. E bem FEIOS! Iguaizinhos, iguaizinhos aos originais! Dêem uma olhada na velha caquética que figura logo na primeira cena no restaurante, quando o Jaiminho aparece. Assustadora!!! E os figurantes são tão bons que, em algumas cenas, eles não só não falam, como também nem se mexem! Estão paralisados.

• As musiquinhas do desenho estão me agradando tanto que algumas me lembram composições da Maga, só que estou me referindo mais ao desenho do Snoopy, que também tinha maravilhas. Sinto no desenho um pouco da energia musical de Mário Lúcio de Freitas, digamos, numa parceria com Vince Guaraldi, o músico de Snoopy. Escutem a música que surge assim que o Chaves entra na vila à procura dos churruminos.

• Que burro, eu tive que dublar o Nhonho-churrumino (fiquei zumbindo que nem bocó) para, no fim, usarem o áudio original...

• "Restautaurante" - não, dessa vez não foi erro de edição!

• Vem cá, a boneca da Pópis, Serafina, só tem olhos!? Digo, ela não tem boca nem nariz?? Orelhas, então, nem pensar, né?

• Meu Deus, dois blocos depois, a figurante velha-múmia continua lá! Imóvel. Que bizarro... Acho que ela morreu e ninguém se deu conta (nem ela mesma).

• Na linguagem popular, o dinheiro se chama "mosca"...

• A Dona Clotilde pede "o mesmo que os meninos, só que tudo em dobro". Só que o Nhonho já tinha pedido em dobro, pra ele e pro Chaves.

• Tem um figurante que é a cara do Salsicha, só que de bigode.

• A conta: 150 moscas pela comida, 1400 mangos pelos clientes que fugiram sem pagar a conta e 3000 reais pelos estragos... Total: R$ 4550. Essa a véia pagou com bruxaria! E, claro, o Seu Madruga já tinha dado no pé há bom tempo!



Escrito por Gustavo Berriel às 04h24
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Aproveitando minha insônia de hoje para falar do episódio homônimo.

• A primeira cena, com Jaiminho e Pópis, é completamente dispensável e nada tem a ver com o restante do episódio.

• Cúmulo da fofoca: a Dona Florinda saber que o Jaiminho só tem duas calças.

Voz da Pópis: mais fanha que o normal. Pois bem, este foi um pedido do SBT. Quando fizeram testes de dublagem para a personagem, o SBT não aprovou nenhuma dubladora para a Pópis, pois não saía fanha do jeito que eles queriam. Depois que Marta Volpiani chegou a um acordo para dublar, eles reforçaram essa exigência da Pópis fanha.

Voz do Seu Barriga: eu até gostei do sotaque do Marcelo Torreão, mas a interpretação ainda está devendo. Esta foi a última voz escolhida para o desenho. Foi a que deu mais trabalho para o SBT. Nenhum teste agradava, nem o do dublador oficial do Sr. Barriga nos dvds... Mas sinceramente, eu prefiro a dublagem de Gilberto Baroli para este personagem. Além de interpretar muito bem, o Baroli é dono de uma dicção perfeita e erudita, uma característica do Villela. Não entendi essa escolha diferente para o desenho.

• "Tá chamando urubu de meu louro? Tá de pilequinho? Não deu..." foi uma feliz sacada de Manolo Rey, o tradutor.

• Dona Florinda chega no segundo pátio através do corredor que o separa do pátio principal. Ora, se ela passou por ali é porque antes ela tava no pátio principal. E por que não viu o Quico chorando depois que a Bola pegou a bola e bateu nele com a bola?

• E a gargalhada macabra do Seidl quando Seu Madruga descobre que Quico está "encantado" e, portanto, não pode se mexer?

Street Chaves? O que é o golpe especial que o Seu Barriga aplica no Seu Madruga? Parecia mais o Honda, lutador de sumô do Street Fighter... Ou um ataque especial de algum cavaleiro do zodíaco ou outro anime. Acho que nessa os desenhistas pegaram pesado - literalmente.



Escrito por Gustavo Berriel às 03h43
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Agradeço: a todos os leitores do blog e, em especial, aos que estão comentando. Leio todos os comentários e não os respondo diretamente para não desorganizar o blog, mas responderei indiretamente nas próprias postagens quando houver necessidade (um assunto de interesse geral). Quanto mais se comentar sobre um assunto, mais falarei sobre ele. Continem comentando, critiquem e sugiram novos temas!



Escrito por Gustavo Berriel às 00h36
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Para príncipe de condessa, ou melhor, princípio de conversa, eu apóio as reprises do SBT. É melhor esperar que mais 13 novos episódios fiquem prontos para então serem exibidos em seqüência, marcando a estréia desta segunda fase da primeira temporada. Até lá, os fãs não vão morrer com as reprises; afinal, o que seria dos fãs de Chaves sem esta palavrinha, REPRISES?

Os fãs devem ter paciência e fim de papo, porque os episódios não caem do céu, muito menos dublados...

Por enquanto vamos falar um pouco sobre os novos (só um pouquinho, prometo que não vou contar tudo, pra não estragar as surpresas):

* Os títulos que dei para os episódios são de "supositório".

14. As Fotos

ERRATA: No post anterior, eu troquei a ordem. O episódio das fotos vem antes do das novas vizinhas. Ele começa na escolinha do professor Girafales, em uma aula de higiene (a irmã do Higino, como "corrigi" na hora, e não da "Irene", como estava antes na tradução). Quanto à parte das fotos em si, eu não sei dizer nada simplesmente porque o Nhonho não aparece.  Presumo que seja a história do Seu Madruga fotógrafo, mas garanto que do Nhonho não tiraram uma única foto! Olha ele, hein!!! E quanto à história do ratinho do Quico, não senti nem cheiro do animal (eu falo do rato)...  Por isso nada comentei a respeito. Nhonho só aparece rapidinho no início do bloco, com seus biscoitos.

15. Desmaiando com Paty e Glória

Este foi o título que dei para a primeira versão dessa história que veio no box 5 da Amazonas Filmes. É o mesmo enredo, só que sem a Chiquinha (não me diga!?). A idéia de acordar os desmaiados com baldes de água fria é do Nhonho, que também tirou essa loucura de algum filme que ele viu com o seu papai. E nem a Paty-desenho consegue ficar mais bonita que Ana Lílian de la Macorra, a atriz que mais interpretou essa personagem.  

16. O fantasma do Sr. Barriga

O episódio começa na escolinha. A aula do dia é de inglês. A velha piada do "yellow" que o Chaves confunde com "gelo" está lá. E também a clássica sabatina do professor: "Como se diz 'leão' em inglês?" Nhonho responde: "Lion"... E aí aconteceu uma coisa que não deu pra salvar no texto, porque o Osmiro Campos já tinha gravado em São Paulo e como eu dublei depois, não deu pra mexer. O que aconteceu foi que a tradução desconhecia o "gavião>gaviáion" da versão Maga e trocou o animal. Bem, isso não compromete, pois a piada segue a mesma linha, apenas o bicho é que é outro! E inclusive é uma tradução "mais correta". Esperem e verão, digo, ouvirão! Depois da aula o Nhonhinho não aparece mais. Seria chocante demais o gordinho pensar que seu papai morreu, então pouparam-no de cenas melodramáticas.

17. A casa da Bruxa do 71

Ainda é cedo pra falar, vai demorar pra esse episódio ser exibido dublado, mas eu tenho que dizer: para mim, foi o melhor episódio de todos que dublei. Nunca vi nada igual em desenho animado. Impossível será desgrudar os olhos da TV... A imaginação das crianças (Chaves, Quico, Nhonho e Pópis) vai longe demais e a animação é incrível ao mostrar tudo de maneira detalhada e, ao mesmo tempo, cômica. Eu achei que nunca fosse dizer isso, mas... Isso fica melhor em desenho! Afinal, é tudo no mundo da imaginação (sem a Xuxa), ou seja, é o que o desenho sabe fazer de melhor. Portanto, eu digo que este é o melhor episódio em desenho. O próprio tema do episódio, a casa da Bruxa, que só existe na mente das crianças, cai como uma luva para a animação. Os sons, as músicas... É tudo perfeito! A trilha de suspense parece obra de Bernard Herrmann (músico dos filmes de Hitchcock), com direito a uma versão macabra da música principal de abertura. A equipe de animação está dando um chow, com CH, é claro.



Escrito por Gustavo Berriel às 23h53
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Outra vez balões???

O primeiro episódio do desenho, "Os Balões", que estreou no Brasil no primeiro dia do ano, foi reprisado pela segunda vez dia 6 de fevereiro agora. Os 13 episódios estão sendo exibidos pela terceira vez e, por enquanto, não há o que se reclamar do Ibope. Afinal, reprise de Chaves nunca foi motivo de baixa audiência.

Apenas quatro episódios inéditos da série animada já estão traduzidos e dublados:

#14. Desmaiando com Paty e Glória

#15. Fotos boas

#16. O fantasma do Sr. Barriga

#17. A casa da Bruxa do 71

E para que conste: não é a dublagem que está atrasada. Os episódios é que estão chegando em ritmo de valsa, de dois em dois, na Herbert Richers. Neste momento, portanto, o tradutor está recebendo somente mais dois novos episódios. A tradução de cada episódio não demora mais que um dia; e a dublagem também é veloz, mas depende da disponibilidade e da própria agilidade de cada dublador. O que posso garantir é que esses episódios do 14 ao 17 já estão dublados.

Agora é torcer para que, nessas duas semanas e meia de reprises, chegem ao Brasil e fiquem prontos novos episódios suficientes para a exibição de uma boa seqüência de inéditos.

Mas falando um pouco de balões... A primeira cena do desenho do Chaves é a imagem de balões impressa na camisa que Dona Florinda acabou de retirar do varal. Aí aparece o Seu Madruga, um comerciante especializado em artigos folclóricos de consumo infantil. E os dois começam a discutir logo de cara. Então ele sai de cena para adiar a bofetada e é seguido pela apaixonada Dona Clotilde. Pra completar, Quico aparece para infernizá-lo. Reparem que, depois que Quico e a Bruxa vão embora, Seu Madruga não continua seu rumo inicial e começa a caminhar no sentido contrário. Ainda bem, porque assim ele encontra o Nhonho, o primeiro a lhe comprar um artigo folclórico de consumo infantil: um balão.

No segundo bloco, cenário inédito, um parque. Chaves está chorando enquanto Nhonho o consola; Seu Madruga diz que não vai dar mais nenhum balão e acrescenta: "Se quiserem um, vão ter que comprar!". Porém, sensibilizado com a tristeza do pobre Chavinho, volta atrás: "Está bem, Chaves. Toma. Mas é o último que te dou!" Só que, vejam só, em vez de um balão, o que ele entrega ao moleque são CONFETES - que acabam sendo bem-vindos da mesma forma.

Canção "Cielito lindo"? Fez muita falta uma tradução. Afinal, trata-se de uma música muito conhecida dos brasileiros: "Ai, ai, ai, ai... Tá chegando a hora... O dia já vem... Raiando, meu bem... E eu tenho que ir embora..." Bem, fica melhor com o Godines assobiando.

Uma pergunta, por que a Dona Clotilde sairia de casa com uma tesoura? Pra ver quantos idiotas perguntam isso?

Bem, no fim das contas, o Chaves acaba caindo para cima junto com os balões, dessa vez sem teto do estúdio pra atrapalhar.



Escrito por Gustavo Berriel às 14h14
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Fechou-se hoje um ciclo de reprises dos 13 primeiros episódios do desenho animado do Chaves. E o que será amanhã? Terça-feira. Dos novos episódios, estão prontos muito poucos...

A Mascote do Quico é o 13º episódio e tranca essa primeira fase com chaves de oito, digo, de ouro. Sim, é "a mascote", nome sobrecomum, não importa o sexo nem o rabo do animal. Logo no início, Quico encontra no barril do Chaves uma referência ao herói cujo escudo é um coração: um chipote chilão, ou melhor dizendo... A marreta biônica do Chapolin Colorado! Se bem que pelo tamanho diminuto do cabo, parece mais martelo colorado, sei não.

um mascote!" A tradução usou artigo masculino antes de mascote, que é, na verdade, a maneira como todo mundo fala, mas não é a mais correta. O professor Girafales devia saber disso... Já o Nhonho inova, pegando emprestado um bordão do Chaves aqui ("Isso, isso, isso!"), para, mais adiante, usar um do Quico ("E você também não vai com a minha cara!?").

"Dona massacote" ficou ótimo. Mas: "vim perguntar se sabe por que os animais comem com o rabo" foi uma bola fora, quando deveria ser "...qual é o animal que come com o rabo". E outro fora quando a Florinda pergunta ao professor se ele não gostaria de entrar e tomar uma xícara de café, ao que ele retruca: "Eu não posso tirar para comer". Tirar o quê? A tradução ou o Osmirão se esqueceram de colocar o rabo, ou melhor, tirar o rabo, enfim, deu pra entender!

Qual foi o trabalho ruim que forneceu uma bicicleta ao Seu Madruga? Isso cheira a empresa de correios... Mas a dúvida fica no ar. Quando o Nhonho pensa que o Chaves foi atropelado, perdi o controle do choro e não fiz o tradicional gritinho+soluço e sim um escândalo maior, porque aqui era mais importante passar a tristeza e o desespero do Nhonho (que corresponde à piada, já que o Chaves não sofrera arranhão algum) do que a maneira de chorar em si (por qualquer coisa).

Repararam que o Madruga entra de bicicleta e tudo na casa de Dona Florinda? Ainda bem que ela mesma não reparou... Devia estar mais interessada na projeção de slides do professor, principalmente na foto que o flagrou naquele momento de intimidade, em pleno banheiro. Aliás, quem tirou aquela foto foi a própria Dona Florinda ou a moça bonita que estava na rua, ãh?

Os jogos de palavras com o jargão jurídico perderam grande parte da graça nesta versão animada do julgamento do Chaves, em parte pela ausência da Chiquinha, mas também pela tradução, que perdeu piadas. O velho "imbecil/embicicletado" foi um jogo de palavras muito mais feliz que "mentecapto/mencionado", mas este também funcionou bem. O que pegou mesmo foi o "moleque" sem graça em lugar do "entojado", que é mais humilhante e engraçado.

Girafales determina Quico como o "promotor", isto é, "o que acusa". Eu não lembro exatamente o que estava no texto do Nhonho nessa hora, mas era algo bem diferente de "Ou seja, o dedo-duro!", que não pude deixar de encaixar. Também improvisei, em nome da Chiquinha: "Olha, eu vou te livrar dessa, Chaves! E quando me perguntarem, eu..." Nada disso estava no texto, mas eram falas indispensáveis da Chiquinha que o Nhonho podia salvar.

Mas a melhor improvisação fica por conta do Seidl ao criar o "Osh! Osh!" para fazer o Chaves calar a boca.

Observem bem que, depois que o professor Girafales conta que será o juiz e grita com Seu Madruga: "Tem alguma objeção!?", Nhonho dá uma rápida e sutil coçadinha no bumbum. Reparem também que a parte reclamante (Dona Florinda e Quico) ganham um enorme sofá, enquanto a parte reclamada tem de se contentar com um miserável banquinho (sendo que são quatro pessoas: Seu Madruga, Chaves e Nhonho, este valendo por dois, claro).

Nas horas em que todos começam a discutir e a falar ao mesmo tempo, acontece o que na dublagem chamamos de "SUJAR". Isso sempre foi muito comum em Chaves. E é um momento cômico para o dublador, pois ele tem que inventar o que vai falar na hora. Não há texto nenhum a seguir. E como cada um dubla sozinho, não dá pra fingir que tá falando e ficar enrolando, tem que dizer frases conexas. E isso requer uma pesquisa maior do personagem para entender o que ele falaria naquela situação. Pra quem curte dublagem, é muito divertido perder tempo pra ficar que nem besta tentando escutar o que cada um fala.

O pobre animal perdeu sua mascote. Quico nem teve tempo de brincar direito com o infeliz gatinho (só deu tempo de contar uma piada). Não teve tempo nem de dar de comer a ele (para ver ele comer com o rabo). Mas nem tudo está perdido. Num próximo e inédito capítulo, Quico vai ganhar outra mascote... Afinal, ele é um homem ou um rato?

Ôôôsh!



Escrito por Gustavo Berriel às 21h35
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* Já está no ar o site oficial do Fã-Clube CHESPIRITO-Brasil: www.sitedochaves.com

 



Escrito por Gustavo Berriel às 18h56
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...e mais um pouquinho de Kiko

A série Ah qué Kiko! começou a ser dublada no dia primeiro de fevereiro. E muitos se (e me) perguntam onde está sendo feita a dublagem; e digo que NÃO é no Studio Gabia. A versão brasileira do programa do Villagrán a ser lançado em DVD é realizada na Uniarthe (São Paulo). Serão, ao todo, 24 episódios distribuídos em seis dvds, que serão lançados em dois boxes de três dvds cada. Cada DVD, portanto, contará com quatro episódios da série.

Nelson Machado não só dirige e dubla, como também comanda e coordena todo o projeto. Foi ele mesmo quem escolheu o estúdio Uniarthe, onde está trabalhando "todos os dias diariamente", de manhã até de noite pra dar conta de tudo. Os dubladores escalados para os papéis principais são: Rita Almeida (Nena); Raquel Marinho (Pamela); Tatu é "Totó" e Sidney Lilla dubla "Don Cejudo", personagem que foi traduzido por Nelson como "Seu Brancelha".

Tatu e Sidney Lilla compuseram o elenco de dublagem do programa Chespirito da CNT/Gazeta (versão BKS/Parisi, 1997), nas vozes de Edgar Vivar e Rubén Aguirre, respectivamente. Embora seja imperdoável não chamar Mário Villela e Osmiro Campos para fazer aquele trabalho, não posso evitar elogios a Tatu e Sidney, que se saíram muito bem.

Esses personagens principais - Seu Brancelha, Totó, Nena e Pamela - aparecem em quase todos os episódios de Ah qué Kiko! E o Don Ramón, que será chamado de "Seu Madruga" mesmo (atendendo a um pedido da Amazonas Filmes, porém o Nelson deixa claro que não concorda com isso), aparecerá em seis episódios. Carlos Seidl já dublou tudo!

Isso é tudo, pessoal!



Escrito por Gustavo Berriel às 16h02
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